domingo, 22 de março de 2015

JUSTIFICAÇÃO: DIREITO LEGAL DE ESTAR DIANTE DE DEUS

A. Justificação inclui uma declaração legal da parte de Deus


O uso na Bíblia da palavra justificar indica que a justificação é uma declaração legal da parte de Deus. No Novo Testamento o verbo justificar tem uma variedade de significados, mas um sentido muito comum é “declarar justo”. Por exemplo, lemos: “Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizado com o batismo de João” (Lc 7.29). Naturalmente o povo e os publicanos não tornaram Deus justo – fazê-lo seria impossível para quem quer que seja.

B. Deus nos declara justos à vista dele

Na declaração legal de justificação da parte de Deus, ele declara especificamente que somos justos à vista dele. Essa declaração envolve dois aspectos. Primeiro, significa que ele declara que nós não temos penalidade a pagar pelo pecado, incluindo os pecados do presente, do passado e do futuro. Após uma longa discussão sobre a justificação somente pela fé (Rm 4.1-5.21) e depois de uma discussão parentética sobre o pecado remanescente na vida cristã, Paulo retorna a seu argumento principal no livro de Romanos e fala a verdade sobre os que foram justificados pela fé: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

C. Deus pode declarar-nos justos porque ele nos imputa a justiça de Cristo

Quando dizemos que Deus nos imputa a justiça de Cristo, queremos dizer que Deus considera a justiça de Cristo como pertencente a nós. Ele a “credita” em nossa conta. Lemos: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça” (Rm 4.3, citando Gn 15.6 nvi). Paulo explica: “Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. E é assim que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras” (Rm 4.5-6). Desse modo, a justiça de Cristo tornou-se nossa. Paulo diz que somos os que recebemos “o dom da justiça” (Rm 5.17).

D. A justificação chega a nós inteiramente pela graça de Deus, não por causa de algum mérito em nós mesmos

Depois que Paulo declara em Romanos 1.18-3.20 que ninguém será capaz de tornar-se justo diante de Deus (“visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei”, Rm 3.20), então continua a explicar: “... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus (Rm 3.23-24). A “graça” de Deus significa seu “favor imerecido”. Porque nós somos completamente incapazes de merecer o favor de Deus, a única maneira pela qual poderíamos ser declarados justos é se Deus gratuitamente nos proporcionasse a salvação pela graça, totalmente à parte de nossas obras.

E. Deus nos justifica por meio de nossa fé em Cristo


Quando começamos este capítulo notamos que a justificação vem depois da fé salvífica. Paulo torna clara essa sequência quando diz: “Temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado” (Gl 2.16). Aqui Paulo indica que a fé vem primeiro com o propósito de sermos justificados. Ele também diz que Cristo é “propiciação, mediante a fé” e que Deus “é o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.25, 26). O capítulo 4 inteiro de Romanos é uma defesa do fato de que somos justificados pela fé, não por obras, assim como Abraão e Davi o foram. Paulo diz: “Justificados, pois, mediante a fé” (Rm 5.1).

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